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Jorge Rita pede mais reivindicação em Bruxelas

Para o presidente da Associação Agrícola de São Miguel e da Federação Agrícola dos Açores, Portugal deve ser mais reivindicativo em Bruxelas para que se consiga salvaguardar um sector de extrema importância para a Europa.



Jorge Rita diz que os agricultores açorianos se devem preparar para a possibilidade do desmantelamento do sistema de quotas e apela a um maior reforço do envelope financeiro para colmatar as dificuldades da região em termos de ultraperiferia e afastamento dos mercados O presidente da Associação Agrícola de São Miguel e da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, começou por falar que os Açores evoluíram muito devido à PAC e ao bom aproveitamento que se tem feito dos fundos comunitários "porque existe um grande potencial de produtores na região e com bom aproveitamento dos fundos comunitários por parte da governação tem-se melhorado algumas infra-estruturas". Jorge Rita avançou que nem sempre as medidas que são tomadas na Política Agrícola vão ao encontro dos interesses verdadeiros dos agricultores dos Açores, do país e da União Europeia, uma delas "tem a ver com a abolição do sistema de quotas leiteiras que parte da produção a nível europeu é contra esta posição da Comissão". Jorge Rita elogiou o processo de regulação gratuito para todos e assumiu que é quase "facto consumado a abolição das quotas" no entanto a nível nacional são bandeiras que "não podemos abdicar nem que seja como capital de queixa das repercussões que a abolição das quotas pode vir a ter na região e a nível nacional", pelo facto dos Açores serem uma região ultraperiférica, distante dos mercados e com uma excelente produção. Até porque, acrescenta Jorge Rita não se sabe qual a implicação da abolição das quotas, "nem a Europa sabe porque as propostas feitas pelo grupo de alto nível não são aquilo que toda a gente espera e foi uma expectativa gorada em soluções. Penso que a própria Comissão ficou aquém das expectativas quanto a essa reforma e à apresentação das medidas do pacote de leite quando deixou de fora a distribuição". Jorge Rita adianta que as negociações podiam ir mais além porque a produção fica muitas vezes limitada entre a indústria e a distribuição e "as medidas nesse pacote de leite não tiveram essa contemplação. Lamentamos que tenha acontecido, mas estou convencido que 2014/2015 pode ser uma data adiada mas temos de trabalhar também numa situação do eventual desmantelamento das quotas". Depois da caracterização feita da agricultura no arquipélago, o presidente da Federação Agrícola dos Açores afirmou que isso é "capital de reivindicação ao nível de Bruxelas porque as directrizes de Bruxelas têm muito a ver com a coesão económica e social e nada melhor do que a fileira do leite e a agricultura nos Açores para fazer essa coesão entre as ilhas. Não há nenhum outro sector de actividade na região que o faça tão próximo e com os mesmos resultados. Esse é o capital de reivindicação que temos e que temos de aproveitar de todas as formas, temos um grande potencial de produção, indústrias modernizadas nem sempre pagando bem pelo preço do leite como desejávamos". Mas Jorge Rita deixou algumas preocupações, nomeadamente ao nível do envelope financeiro nacional do 1º e 2º pilar. "Como será a sua aplicação a nível nacional, esta vai ser a grande batalha nacional mas para nós o que nos interessa é que estando no 1º pilar quase todas as ajudas diretas que corresponde ao POSEI, sendo o 1º pilar reforçado a nível nacional obviamente que haja uma discriminação positiva para os Açores e este mesmo envelope tem de ser transferido para o POSEI", afirmou. "É bom que isso fique claro, porque as ajudas que temos são a vantagem comparativa a nível nacional por sermos uma região ultraperiférica para debelar essa mesma ultraperiferia e não fazia sentido passarmos a receber menos do que a nível nacional derivado ao reforço do 1º pilar", alertou Jorge Rita que alertou também para a necessidade de reforço do 2º pilar que corresponde ao Prorural, ao nível das infra-estruturas agrícolas que "têm-se feito mas ainda há muito para fazer". Para o presidente da Federação Agrícola dos Açores a boa execução dos quadros comunitários e do POSEI nos Açores, "contrariamente ao que aconteceu durante muitos anos a nível nacional", não podem prejudicar e acrescentou que Portugal é o 4º país que menos ajudas recebe a nível europeu portanto os agricultores "não devem ter vergonha de pedir o que têm direito". Ainda quanto ao envelope financeiro, Jorge Rita afirmou que cada Estado-Membro é que depois tomará a decisão de aplicar essas medidas e caberá também à própria região dar a sua. Para Jorge Rita o POSEI tem sido o melhor instrumento financeiro na região e prova disso é o aproveitamento que lhe tem sido dado pelos agricultores mas reivindicou que "como se estão a abater muitos mais animais na região existem mais apoios de prémio ao abate e novilhos que são medidas que devem ser reforçadas, assim como às vacas aleitantes e à diversificação agrícola", alertando que há um enorme potencial de crescimento em toda a linha de produção nos Açores e que "temos todo o capital de reivindicação perante Bruxelas para aumentar o envelope Financeiro". "Não devemos ter receio em reivindicar, devemos ser mais reivindicativos a nível de Bruxelas porque é lá que as decisões são tomadas. Aqui o que se tem feito para continuar a ter uma agricultura com futuro é a reestruturação que deve ser contínua, dinâmica, com o rejuvenescimento do sector desde os resgates às reformas antecipadas" porque assim a agricultura terá o futuro garantido nos Açores. Antes de terminar o presidente da Federação Agrícola deixou uma pelo à indústria privada, que também se encontrava presente na conferência, que "inverta a posição no abaixamento do preço do leite, que sempre fazem a baixa do preço de forma pró-activa e nas subidas é sempre de forma reactiva, excepto no ano passado". Em jeito de conclusão, Jorge Rita questionou os presentes nomeadamente os responsáveis da União Europeia se "a União Europeia resistirá matando a sua agricultura", Jorge Rita concluiu que em termos de agricultura as medidas tomadas por Bruxelas são muitas vezes penalizadoras para os agricultores mas ficou esperançado que a agricultura continue a ser um motor económico para a Europa.

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