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Número de casos de leptospirose tem vindo a aumentar nos Açores




A maior parte dos doentes infetados com leptospirose são pessoas que trabalham na terra e com gado bovino em particular, mas há também muitos estufeiros e trabalhadores da construção civil que aparecem infetados. Tudo porque têm maior contacto com áreas húmidas, potencialmente infetadas.

Nos Açores a doença afeta mais homens do que mulheres e a resposta ao tratamento é menos eficaz conforme a idade do doente é mais avançada. No Inverno é necessário ter maior cuidado para não ficar infetado

 

É na altura de Inverno, e do Outono, que se verifica o maior número de casos de leptospirose nos Açores e de 2011 para 2012 o número de pessoas infetadas duplicou. Em 2011 o serviço de doenças infecto-contagiosas do Hospital do Divino Espírito Santo registou 31 casos, enquanto em 2012 esse número aumentou para os 65.

Um aumento que fica a dever-se a uma técnica de diagnóstico mais eficaz e rápida que já existe no Hospital de Ponta Delgada e que permite saber os resultados da infeção quase imediatamente após o doente entrar no serviço de urgência.

Por ser uma doença quase endémica dos Açores, à mínima suspeita de ser leptospirose, é feita a colheita de sangue e as análises são feitas no laboratório de genética do hospital que apresenta os resultados horas depois.

O diretor do serviço de doenças infecto-contagiosas do hospital de Ponta Delgada, Francisco Melo Mota, diz que "é perfeitamente normal que o número de casos tenha vindo a aumentar em grande número, porque a técnica é muito mais eficaz e não nos deixa grandes dúvidas". No entanto, acrescenta que a leptospirose como doença infecciosa, muitas das suas características dependem da virulência da bactéria trazida pelo hospedeiro (rato) por outro lado depende também do sistema imunológico do doente infetado. "Há pessoas que reagem relativamente bem, como se fosse uma mera gripe. Pode vir de uma coisa muito simples até às situações muito graves que podem levar à necessidade de uma intervenção de cuidados intensivos", acrescenta o médico.

No entanto Melo Mota destaca que quanto mais tarde as pessoas forem ao serviço de urgência mais graves serão os quadros clínicos e daí varia também o tempo de internamento. Há situações em que bastam 3 ou 4 dias por uma questão de controlo, passando depois a ser seguido em ambulatório, e há outras situações em que os doentes ficam a antibiótico durante 8 a 10 dias e "têm necessidade de ficar mais dias para que haja normalização essencialmente das análises".

A bactéria que desenvolve a leptospirose "tem relativamente boa resposta aos antibióticos" mas cuja resposta ao tratamento se agrava com a idade. Nos Açores só foi registado um caso de leptospirose em crianças, porque geralmente esta faixa etária não sofre da doença.

Por ser uma doença quase característica apenas dos Açores, em relação ao continente, há 10 vezes maior incidência da leptospirose na região. Por cada caso que é registado no continente, são registados 10 nos Açores.

A leptospirose afeta mais homens do que mulheres, principalmente devido às profissões em que a bactéria é mais transmitida. A maior parte dos doentes são pessoas que trabalham na terra e com gado bovino, mas Melo Mota avança que há também muitos estufeiros e trabalhadores da construção civil que aparecem infetados.

A bactéria que transmite a leptospirose e que se encontra na urina dos ratos é facilmente encontrada em zonas de maior humidade e por isso é no Outono e no Inverno que há maior registo de casos de infeção. "Todas as profissões que têm contacto com áreas húmidas, potencialmente infetadas podem contrair a doença", além disso como os ratos são os principais transmissores da bactéria "é perfeitamente normal que os indivíduos possam ser contaminados em áreas muito próximas das áreas de moradia", explica o médico que acrescenta que a leptospirose não se pode considerar uma doença rural já que "os ratos vêm até nós nas cidades onde procuram alimento, por isso a forma de transmissão pode aparecer muito próximo da moradia".

A infeção pela bactéria da leptospirose pode parecer uma simples gripe. Os primeiros sintomas da doença são febre, calafrios, mal-estar generalizado, dores musculares com maior incidência nos membros inferiores especialmente nos gémeos, pode dar também náuseas, vómitos, mal-estar abdominal e diarreias. "São múltiplos os sinais que podem manifestar, depende da gravidade da virulência da bactéria", explica Melo Mota.

Para evitar ficar contaminado, especialmente nesta altura de maior humidade, o médico aconselha a que sejam tidos os cuidados de higiene básicos.

"Desde que se mexa em zonas conspurcadas, as pessoas devem cumprir com os cuidados de higiene normais, lavar as mãos essencialmente" e usar a proteção adicional do uso de luvas para o manuseamento de utensílios agrícolas, por exemplo. Mesmo com luvas, as pessoas devem depois proceder à lavagem das mãos já que "mesmo com luvas, se uma pessoa coçar os olhos ou estiver a fumar e arranhar-se, pode-se contaminar".

O médico relembra que é raro ver na construção civil serem usadas luvas para trabalhar, o mesmo acontece na lavoura onde "quem trata do gado ou mexe na ração não se vê usar luvas e é essencial ter cuidados de higiene".

Melo Mota aconselha por isso a que os cuidados básicos de higiene sejam cumpridos, mesmo por quem trabalha no jardim de casa.



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