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Presidente do Governo elogia produção leiteira na região

Carlos César diz que os Açores são a melhor região do país em termos de produção leiteira e referiu que na região, o setor tem de ser mais organizado e mais eficiente, devido à possível liberalização dos mercados, nomeadamente com as negociações do Mercosul

O Presidente do Governo Regional dos Açores, que lançou a primeira pedra da obra do parque de Exposições que vai nascer em Santana, justificou a obra que agora nasce como um "importante benefício para o setor", e o investimento "em função do qual o setor agrícola e outros passarão a dispor de uma infra-estrutura moderna, especialmente vocacionada para mostrar, valorizar e promover os seus produtos e as suas atividades".

Um investimento, acrescentou Carlos César, que a juntar a outros que decorrem, que estão programados ou que foram já inaugurados, como o laboratório regional de enologia, o laboratório de veterinária e o parque de exposições na ilha Terceira, "é parte de uma nova geração de equipamentos que complementa e potencia a modernização que temos vindo a introduzir em parceria com os investidores e os empresários agrícolas nestes últimos anos".

É ao Governo Regional que compete criar condições de infra-estruturas "de facilitação e de incentivo" para que a economia agrícola progrida. E é graças ao investimento público e privado que o setor agrícola "se distingue positivamente a nível nacional e se afirma como um setor económico gerador de riqueza e de ocupação nos Açores", salientou Carlos César. O Presidente do executivo afirmou que muito se tem trabalhado para "melhorar os indicadores de competitividade em geral na agricultura", nomeadamente no setor leiteiro. Razão pela qual, Carlos César identificou os Açores como "os melhores do país na produção leiteira mas temos de trabalhar para conseguir enfrentar com sucesso a tendência e liberalização dos mercados". Também na carne, com a abertura a outros mercados, nomeadamente através das negociações entre a União Europeia e o Mercosul "temos de ser mais organizados, mais eficientes, seleccionando, preenchendo e fidelizando os nossos mercados", afirmou.

Não só no leite e na carne os Açores conseguiram sobressair, mas também a produção de horticultura, fruticultura e floricultura "tem registado interessantes operações de exportação", disse o Presidente do Governo Regional que falou ainda do actual Quadro Comunitário de Apoio (QCA) que, face ao anterior, já estão a decorrer investimentos 4 vezes superiores "e ainda não concluímos este período de programação". A própria área agrícola cultivada que não está afeta à pastagem, continuou Carlos César, tem aumentado nos últimos anos numa ordem de grandeza de 25% por ano. "É importante que isso aconteça para o rendimento e para o desenvolvimento rural, para a diversificação de alternativas, para o crescimento da nossa capacidade produtiva e para a redução das nossas importações", afirmou o presidente do executivo.

O facto do setor primário ser competitivo e forte fica a dever-se "à sua modernização, qualidade e arrojo dos investidores que participam neste sector" e Carlos César acrescentou que a governação regional tem permitido ao setor "estabilidade no seu financiamento e por outro lado recursos humanos qualificados que dão boa nota e acréscimo de competitividade à agricultura açoriana".

Os agricultores açorianos são, a nível nacional e regional "dos mais qualificados empresários e investidores que temos e têm-no demonstrado num ambiente competitivo que em princípio é adverso dada a distância e dispersão das ilhas no Atlântico, em relação aos mercados de referência", salientou Carlos César elogiando mais uma vez o setor agrícola.

Em relação ao parque de Exposições, Carlos César disse tratar-se de "uma obra necessária", apesar daqueles que "estão sempre contra as obras". Trata-se de uma obra "que qualifica este setor" e que vai trazer um acréscimo "na sua competitividade, que o valoriza no contexto regional, nacional e deste setor exportador, e que permitirá também uma utilização por outras áreas de atividades económicas e sociais que ficarão aqui centradas e associadas à valorização do sector agro-florestal açoriano".

Um espaço onde será possível desenvolver atividades noutras áreas relacionadas com atividades comerciais, com a indústria, com serviços, com a vulgarização tecnológica e com outros eventos. "Este será um espaço capaz de criar sinergias e dinâmicas úteis para a atração e competitividade desejadas", concluiu o Presidente do Governo Regional.