Fábrica de Rações Santana
A Nutrição ao Serviço da Lavoura

O Presidente do executivo açoriano considerou "insano e inaceitável" que a República exclua os Açores de medidas nacionais destinadas a compensar os agricultores pelos sobrecustos dos fatores de produção, sobretudo numa conjuntura "muito difícil como a atual".
José Manuel Bolieiro defendeu que os apoios nacionais devem abranger todo o território português, incluindo os Açores, alertando para a necessidade de corrigir aquilo que considera ser um erro. "Se há uma tendência para o erro, o que é preciso é alertar para a necessária correção", declarou, acrescentando que o Governo Regional "está sempre atento", mas não substitui "o Governo do país".
Para o governante, o Governo da República "não vai prescindir da responsabilidade das autonomias políticas, mas não pode libertar-se da sua responsabilidade genuína de olhar para o país inteiro".
"Estou, por isso, aqui, hoje, a afirmar uma palavra de solidariedade na açorianidade aos agricultores dos Açores, no nosso 'portuguesismo' para a responsabilização nacional do Governo do país. É com a agricultura portuguesa que nós ajudamos a desenvolver o país. Nos Açores, nós somos muito desenvolvidos na qualidade da nossa agricultura, mas precisamos de justiça no apoio aos nossos produtores", prosseguiu.
O presidente do Governo dos Açores falava no Dia Nacional da Agricultura, tendo realçado que a celebração deste dia, no recinto da Feira de Santana, em Rabo de Peixe, foi a maior do país. Nesse sentido, elogiou o trabalho da Associação Agrícola de São Miguel.
"Nós conseguimos realizar nos Açores a maior celebração nacional do Dia Nacional da Agricultura", afirmou, destacando a capacidade de mobilização da Região e a importância da agricultura para a identidade açoriana. O governante salientou ainda o envolvimento das escolas no evento e considerou que a iniciativa é "porventura, uma das maiores da União Europeia".