Fábrica de Rações Santana
A Nutrição ao Serviço da Lavoura

O secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) diz que é "repugnante" a decisão, do Governo da República, de não incluir os Açores e a Madeira em medidas nacionais destinadas a compensar os agricultores pelos sobrecustos dos fatores de produção.
Durante a celebração do Dia Nacional da Agricultura, Luís Mira destacou o trabalho desenvolvido pela Associação Agrícola de São Miguel na sensibilização e educação das crianças para o setor agrícola. Segundo o secretário-geral da CAP, iniciativas deste género são importantes porque permitem aos mais novos "ter contacto com a terra, com as plantas, com os animais, com a floresta e com a biodiversidade", defendendo que estas ações deviam integrar "os programas de todas as escolas do país".
Muito se fala na "renovação geracional na agricultura" e no desconhecimento do consumidor "sobre o que passa na agricultura", recordou Luís Mira, sublinhando que é através da educação que "se resolve este problema".
Não obstante, de modo a trazer jovens para a agricultura, é necessário que este "seja um setor com rendimento e só se consegue ter rendimento na agricultura se proporcionarem aos agricultores as mesmas condições que são proporcionadas aos espanhóis, aos franceses, aos nossos concorrentes", sustentou.
Neste momento, com a subida "enorme" dos combustíveis e com o aumento dos fertilizantes, refere que o Governo português não apoiou devidamente os agricultores. "Os espanhóis atribuíram 500 milhões de euros para os fertilizantes. O Governo português prometeu 20 [milhões de euros] e ainda não sabe como é que os vai atribuir e deixou de fora, como já foi dito, os Açores. Isto não é aceitável", frisou.
"Não é aceitável que se deixe para trás os agricultores e não se dê condições de competitividade. Foi isso que o Governo fez e não é aceitável. É repugnante que se deixe de fora os Açores e a Madeira deste tipo de medidas. A agricultura não espera pelas indecisões da política. Os agricultores têm de fazer as sementeiras, têm de produzir leite, têm de trabalhar todos os dias. Deem-nos condições de competitividade", finalizou o secretário-geral da CAP.